terça-feira, 29 de maio de 2007

Relógio.

© 2007 Vinnicius Silva


As horas passam e o tempo voa.
Estamos todos correndo à toa?




sexta-feira, 18 de maio de 2007

Topo


© 2007 Vinnicius Silva e Gabriela Vargas


Bem pra lá
uma fumaça berra
desce um trem
e treme a terra

Aquela fumaça
negra como um corvo
entra no meu coração
e o faz tremer.

Um dia eu vou saber
E também o povo
que o pequeno trem
Voltará de novo.

Ao topo do mundo
Quero chegar
Acompanhado dela
Vou conquistar.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Pássaros do Inferno



© 2007 Vinnicius Silva


Pássaros do inferno levam
Um menino na cesta
E ao longe um arqueiro
Aponta a sua besta

Tenta trazer de volta
O menino querido
Os pais dando voltas
Que final dolorido!

Pássaros do inferno
Levam na cesta
O menino querido
Entre flechas da besta

Arqueiro guerreiro
Liberte o menino
Que não pode cair
Neste terrível destino.

sábado, 12 de maio de 2007

Mari =]~

© 2007 Vinnicius Silva

Mari, uma menininha dentre as várias pessoas que adoram ou odeiam o meu blog, disse que o texto “A Paisagem” é muito engraçado.

Engraçado, eu não tive a intenção de ser engraçado. Mas o engraçado é que ficou engraçado! Porque ser engraçado atualmente não é muito fácil. É difícil ser engraçado num mundo cheio de idiotas. Mari, fique calma, não estou lhe chamando de idiota, até porque o idiota aqui sou eu. Mas espere!

Eu sou idiota ou engraçado?

Agora me confundi!

Eu sou engraçado!

E a Mari é muito tri!

Rimou! =)

domingo, 6 de maio de 2007

Meu Anjinho

© 2007 Vinnicius Silva

Onde está a minha menininha?
Ela está lá no céu?
Será que uma faca cortaria
aquela veia que não me deixa encontrá-la?

Eu poderia vê-la?
A minha menininha
Meu anjinho
Comigo no céu.

sábado, 21 de abril de 2007

Confusão

Vinnicius Silva 2007

Eu sei que não vou
falar sem saber,
falar o que quero
Só pensar que falei

Não sei o que quero
Sei que não falo
Mas falo o que quero
Quando não fico quieto

Meu futuro incerto
não sei o que é
Estou num deserto
Não tenho nem fé

Até tento falar
descobrir quem eu sou
Tentar descobrir-me
Você se cansou.

sábado, 31 de março de 2007

Vale

© 2007 Vinnicius Silva

Ele era um menino muito serelepe. Ele adorava fazer arte. Suas façanhas eram conhecidas por todos os habitantes do Vale da Alegria.

Mas um dia, suas artes terminaram. Logo, ele teve de cumprir uma missão muito importante. Não era infante, mas precisava lutar. Sua missão era defender o seu povo. Lá, na beira do mar, os navios trouxeram inúmeros soldados inimigos. Ele lutou, mas morreu.

O Vale da Alegria entristeceu, virou cinza e o nome do lugar mudou. Os inimigos, portanto, foram embora, porque não conseguiriam viver num vale de tristeza.

FIM

sábado, 24 de março de 2007

Lago Cinza

© 2007 Vinnicius Silva

Quatro menininhas desceram de bicicleta, passaram pela ponte de madeira, atravessaram o bosque amarelado e chegaram até a beira do lago azul. Ali, elas brincaram, cantaram com os pássaros, pularam... Divertiram-se.

De repente: Plim!

As quatro menininhas estavam sentadas nas cadeiras de balanço, fazendo tricô e olhando, através da janela, os pássaros que cantavam naquela tarde cinza e nublada.

quarta-feira, 7 de março de 2007

Jóia

© 2007 Vinnicius Silva

Uma pequena indiazinha, moradora das ruas de uma grande cidade, encontrou uma jóia na calçada. Curiosa, a menininha se abaixou para pegá-la. Olhou para todos os lados e, ao longe, avistou uma mulher atrapalhada que carregava uma bolsa aberta. A menininha, então, foi correndo para alcançá-la. Quando chegou perto, ela colocou a mãozinha dentro da bolsa da mulher com a intenção de devolver a jóia. A mulher se assustou, pensando que fosse um assalto. Ferozmente, pegou a mão da menininha, mas depois largou, vendo que a indiazinha estava chorando. O filho da mulher se aproximou e explicou para a mãe o que havia acontecido. A mulher agradeceu à menininha.

O filho da mulher disse à mãe:

- Que jóia aquela menininha!

FIM.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

Cinza

© 2007 Vinnicius Silva

A menininha estava deitada na areia da praia observando o céu. Seus pensamentos estavam concentrados em nada, sua mente estava livre. Ela sabia que não viveria o desejado, por isso queria aproveitar ao máximo seus últimos momentos. Ela se levantou e foi caminhar no bosque perto da praia. Os pássaros cantavam para ela, o vento arrumava os seus cabelos, a luz desenhava o contorno do seu rosto. Parecia que alguém não queria que ela fosse embora.

Mas ela foi...

O céu ficou cinza, o vento cessou, as árvores ficaram secas e os passarinhos se calaram. Apenas o tempo e as flores acompanharam a menininha.

Ficaram, apenas, as lágrimas do menininho.

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(c) 2006-2012 Vinnicius Silva