Desenho: Gábi
© 2008 Vinnicius Silva da Rosa
Não nos diverte
Vou pular do prédio
E ficar inerte
© 2008 Vinnicius Silva da Rosa
A cidade onde eu moro é boa, mas possui alguns problemas técnicos. Quais? Um deles é a sujeira que se encontra facilmente no meio das ruas. Espere aí! A população é a culpada! Só agora eu entendi! Como é que eu não havia notado? Não são problemas técnicos, mas humanos. Ou os homens estariam passando por problemas técnicos?
Não sei. Só sei que o meu computador está com problemas, não entendo nada de computadores, vou jogar essa máquina fora.
© 2007 Vinnicius Silva da Rosa
Tipo assim
que saudade de te ver
eu nao quero mais sofrer
sem te ver perto de mim.
AUEHuaEUHahu
© 2007 Vinnicius Silva da Rosa
A menina desceu do ônibus escolar, caminhou até a pracinha e sentou em um banco. Largou a mochila aos pés e tirou uma maça para comer. A cor avermelhada do sol fazia com que o lugar ficasse mais bonito. Aquele final da tarde, quente e inspirador, ficou ainda mais belo quando a menina viu um lindo cachorrinho brincando sozinho. Ele corria para lá e para cá...
A menina terminou de comer a maçã e foi para casa.
© 2007 Vinnicius Silva da Rosa
Tudo fica bom
para quem é ruim
E o que não é bom
é perder um rim
Superando as idéias
de uma mente maluca
Não sei se é da bruxa
ou devaneios da cuca
Superando a dor
de quem não sente
Nada impede
que morra o demente
Uma sacolinha voa
levada pelo vento
não é um pássaro
nem um catavento
rolou na mesa
uma bolinha de gude
quando o mundo deitou
segurá-la não pude
© 2007 Vinnicius Silva da Rosa
O sol avermelhado do final da tarde desenhou a silhueta arredondada da coxilha daquele lugar sofrido. Os meninos, moradores da pequena casinha de madeira, estavam na varanda, admirando aquele lindo final de dia. Um deles escutou o barulho de um caminhão Austin, ao longe. Ele se levantou, apontou o dedinho em direção ao barulho e disse aos amigos:
- Vejam! Quem será que está naquele caminhão?
- Deve ser o dono da estância! – respondeu outro menino.
- Não, eu acho que é o capataz trazendo a nossa comida da cidade!
O caminhão desapareceu novamente por entre as coxilhas e não apareceu mais. Os meninos entraram na casinha e foram dormir. A escuridão daquele lugar estava anunciando um novo dia. Um novo futuro? Havia apenas uma coisa certa: no dia seguinte, o sol avermelhado iluminaria a vida incerta do Rincão do Inferno.
© 2007 Vinnicius Silva da Rosa
Uma menina perdida vagava pela floresta à noite. De repente ela encontrou cinco corujinhas sentadas conversando. Ela pediu ajuda, mas as criaturinhas estavam fofocando. A menina ficou irritada e pisou numa delas. Apavoradas, as outras começaram a chorar. A raiva da menina aumentava a cada segundo.
Logo, o sol apareceu, e as quatro corujinhas que restaram fugiram para longe. A menina esmagou a vida das pobres corujinhas. A vida dela já estava destruída... Por que não destruir o mundo?
© 2007 Vinnicius Silva da Rosa
Logo de manhã, perto do meio dia, a menininha, pisando de meias no piso gelado, foi até a geladeira. Abriu a porta, mas encontrou apenas verduras. Ela estava faminta, e não havia “nada” na geladeira. Pela primeira vez na vida ela fez uma salada: espalhou os ingredientes na mesa, cortou-os e colocou em um prato. Ela parou por um minuto, escorou-se na mesa – olhando a salada feita - e sentiu que estava faltando alguma coisa. A menininha foi até o armário e pegou o saleiro.
Então, delicadamente, encheu a salada de sal! Na primeira mordida, sua boca secou, e a pobre menininha correu em direção à torneira para beber água. Para seu desespero, em vez de água, saiu vento!
Naquele momento, sua mãe chegou trazendo algumas compras. A menininha correu para as sacolas, abriu uma garrafa de água mineral e bebeu toda em um gole só. A mãe da menininha riu apavorada e disse:
- Que bom que você quis comer algo saudável filha!
E a menininha falou:
- Sim, mas a “insaudavelzitude” do sal estragou a “saudavelzitude” da salada!
- Quê?! Beba mais água minha filha!
FIM
Inspirado na incrível criatividade e sensibilidade de Gabriela Brazil, “uma brasileira!”
© 2007 Vinnicius Silva da Rosa
João não sabia o que fazer. Caminhava pra a janela, dava um chute na cadela... Ele estava completamente louco. Mais um pouco, destruiria o seu apartamento. A vida dele se resumia nas coisas materiais. Ele era uma pessoa que não fazia o mal, mas não fazia o bem. Ao olhar pela janela, viu um trem recém chegado na estação, com muitas pessoas desembarcando. Passado um tempo, ele percebeu que havia uma criança perdida no meio da multidão. Ele foi até lá.
A cadela o seguiu. Quando chegou perto do menino, ela começou a latir. O menino ficou prado, sem esboçar nenhum tipo de reação. João chegou mais perto do menino e viu que ele estava de olhos fechados. A cadela latiu novamente e o menino abriu os olhos.
João caiu de costas pelo susto. O menino não tinha olhos, estava perdido, não sabia pra onde ir.
FIm
© 2007 Vinnicius Silva da Rosa
O menino pula
No piso quente
Querendo um dia
Se tornar gente
Ainda não
Foge do chão
Nem toca o céu
Deste mundão
Quando crescer
Ele verá
que não há como
se libertar
No meio termo
em que ele vive
outra pessoa
nem sobrevive