quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Gábi

© 2008 Vinnicius Silva da Rosa

Ao olhar para o céu
Vi uma menina bela
Não era só uma estrela
Era Gabriela.

Camila



© 2008 Vinnicius Silva da Rosa

Camila
Onde tu estás?
Menina perdida
Que ficou pra trás

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

No Chão

Desenho: Gábi

© 2008 Vinnicius Silva da Rosa

A vida é um tédio

Não nos diverte

Vou pular do prédio

E ficar inerte


segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Lixo

© 2008 Vinnicius Silva da Rosa

A cidade onde eu moro é boa, mas possui alguns problemas técnicos. Quais? Um deles é a sujeira que se encontra facilmente no meio das ruas. Espere aí! A população é a culpada! Só agora eu entendi! Como é que eu não havia notado? Não são problemas técnicos, mas humanos. Ou os homens estariam passando por problemas técnicos?

Não sei. Só sei que o meu computador está com problemas, não entendo nada de computadores, vou jogar essa máquina fora.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Tipo Assim

© 2007 Vinnicius Silva da Rosa

Tipo assim
que saudade de te ver
eu nao quero mais sofrer
sem te ver perto de mim.

AUEHuaEUHahu

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Só.

© 2007 Vinnicius Silva da Rosa

A menina desceu do ônibus escolar, caminhou até a pracinha e sentou em um banco. Largou a mochila aos pés e tirou uma maça para comer. A cor avermelhada do sol fazia com que o lugar ficasse mais bonito. Aquele final da tarde, quente e inspirador, ficou ainda mais belo quando a menina viu um lindo cachorrinho brincando sozinho. Ele corria para lá e para cá...

A menina terminou de comer a maçã e foi para casa.




sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Devaneios da cuca!

© 2007 Vinnicius Silva da Rosa

Dedicado à Maçã: uma menina maluca.


Tudo fica bom

para quem é ruim

E o que não é bom

é perder um rim

Superando as idéias

de uma mente maluca

Não sei se é da bruxa

ou devaneios da cuca

Superando a dor

de quem não sente

Nada impede

que morra o demente

Uma sacolinha voa

levada pelo vento

não é um pássaro

nem um catavento

rolou na mesa

uma bolinha de gude

quando o mundo deitou

segurá-la não pude





domingo, 4 de novembro de 2007

O Rincão do Inferno

© 2007 Vinnicius Silva da Rosa

O sol avermelhado do final da tarde desenhou a silhueta arredondada da coxilha daquele lugar sofrido. Os meninos, moradores da pequena casinha de madeira, estavam na varanda, admirando aquele lindo final de dia. Um deles escutou o barulho de um caminhão Austin, ao longe. Ele se levantou, apontou o dedinho em direção ao barulho e disse aos amigos:

- Vejam! Quem será que está naquele caminhão?

- Deve ser o dono da estância! – respondeu outro menino.

- Não, eu acho que é o capataz trazendo a nossa comida da cidade!

O caminhão desapareceu novamente por entre as coxilhas e não apareceu mais. Os meninos entraram na casinha e foram dormir. A escuridão daquele lugar estava anunciando um novo dia. Um novo futuro? Havia apenas uma coisa certa: no dia seguinte, o sol avermelhado iluminaria a vida incerta do Rincão do Inferno.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Irracional

© 2007 Vinnicius Silva da Rosa

Uma menina perdida vagava pela floresta à noite. De repente ela encontrou cinco corujinhas sentadas conversando. Ela pediu ajuda, mas as criaturinhas estavam fofocando. A menina ficou irritada e pisou numa delas. Apavoradas, as outras começaram a chorar. A raiva da menina aumentava a cada segundo.

Logo, o sol apareceu, e as quatro corujinhas que restaram fugiram para longe. A menina esmagou a vida das pobres corujinhas. A vida dela já estava destruída... Por que não destruir o mundo?

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

"Saudavelzitude"

© 2007 Vinnicius Silva da Rosa

Logo de manhã, perto do meio dia, a menininha, pisando de meias no piso gelado, foi até a geladeira. Abriu a porta, mas encontrou apenas verduras. Ela estava faminta, e não havia “nada” na geladeira. Pela primeira vez na vida ela fez uma salada: espalhou os ingredientes na mesa, cortou-os e colocou em um prato. Ela parou por um minuto, escorou-se na mesa – olhando a salada feita - e sentiu que estava faltando alguma coisa. A menininha foi até o armário e pegou o saleiro.

Então, delicadamente, encheu a salada de sal! Na primeira mordida, sua boca secou, e a pobre menininha correu em direção à torneira para beber água. Para seu desespero, em vez de água, saiu vento!

Naquele momento, sua mãe chegou trazendo algumas compras. A menininha correu para as sacolas, abriu uma garrafa de água mineral e bebeu toda em um gole só. A mãe da menininha riu apavorada e disse:

- Que bom que você quis comer algo saudável filha!

E a menininha falou:

- Sim, mas a “insaudavelzitude” do sal estragou a “saudavelzitude” da salada!

- Quê?! Beba mais água minha filha!

FIM

Inspirado na incrível criatividade e sensibilidade de Gabriela Brazil, “uma brasileira!”

______________________________________________

(c) 2006-2012 Vinnicius Silva