domingo, 16 de março de 2008

Vermelho e Branco

© 2008 Vinnicius Silva da Rosa

As pombas não gostam de maçã. A menina, sentada no banquinho da praça, comia uma maçã enquanto observava pombas que dominavam a cidade. Naquela idade, ela ainda gostava de brincar, correr, pular... Se ela pudesse voar, não seria uma pomba. Porque pombas não gostam de maçã. A maçã é vermelha, as pombas são brancas. Sangue e paz. A menina segurava a maçã, vermelha. As pombas voavam. As pombas se aproximaram, quando a menina jogou um pedaço de maçã no chão. Mas as pombas não queriam aquela fruta. Finalmente, a menina entendeu. As Pombas não gostam de maçã. A Paz não gosta do vermelho. O sangue não representa a paz. Por que a menina não pode voar?

Inspirado na frase criada por Jessica: “As Pombas não gostam de maçã”.




segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

O Chamado



© 2008 Vinnicius Silva da Rosa

A pessoa chamou alguém, e os três amigos foram até a cabana. Eles não sabiam do que se tratava. Eles percorreram um longo caminho, atravessando o país inteiro para aquele momento. A porta de madeira antiga e desgastada se abriu e eles foram chamados por uma velha senhora. Todos entraram, a senhora encaminhou os amigos até uma sala, fechou a porta e eles se dirigiram para a pessoa. Com cabelos longos até o chão, ela levitava há um metro do chão. Uma luz azulada envolvia todos naquele momento como se fosse uma chama. A pessoa abriu os braços e os deixou assim por cerca de um minuto. Os três amigos não sabiam se deveriam dizer alguma coisa, então ficaram esperando a pessoa pronunciar alguma palavra. Um dos amigos resolveu sair, ele não estava entendendo nada. Os outros o seguiram. Mas eles não conseguiram, pois a porta estava trancada. Um clima estranho e assustador começou a se manifestar naquela pequena sala. A luz azulada fazia os olhos dos amigos arderem.
De repente, a pessoa baixou os braços, desceu e encostou os pés no chão. Ela caminhou alguns passos até os três amigos e disse:

- Então?

Eles continuaram sem entender.

- Vocês não percebem? – A pessoa continuou.

Os três amigos se olharam e novamente foram em direção à porta. Um deles voltou até a pessoa enquanto os outros dois tentavam abrir a porta. Ele olhou nos olhos dela e perguntou:

- O que você quer, afinal?

A pessoa derrubou uma lágrima no chão e respondeu:

- Um abraço.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Gábi

© 2008 Vinnicius Silva da Rosa

Ao olhar para o céu
Vi uma menina bela
Não era só uma estrela
Era Gabriela.

Camila



© 2008 Vinnicius Silva da Rosa

Camila
Onde tu estás?
Menina perdida
Que ficou pra trás

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

No Chão

Desenho: Gábi

© 2008 Vinnicius Silva da Rosa

A vida é um tédio

Não nos diverte

Vou pular do prédio

E ficar inerte


segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Lixo

© 2008 Vinnicius Silva da Rosa

A cidade onde eu moro é boa, mas possui alguns problemas técnicos. Quais? Um deles é a sujeira que se encontra facilmente no meio das ruas. Espere aí! A população é a culpada! Só agora eu entendi! Como é que eu não havia notado? Não são problemas técnicos, mas humanos. Ou os homens estariam passando por problemas técnicos?

Não sei. Só sei que o meu computador está com problemas, não entendo nada de computadores, vou jogar essa máquina fora.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Tipo Assim

© 2007 Vinnicius Silva da Rosa

Tipo assim
que saudade de te ver
eu nao quero mais sofrer
sem te ver perto de mim.

AUEHuaEUHahu

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Só.

© 2007 Vinnicius Silva da Rosa

A menina desceu do ônibus escolar, caminhou até a pracinha e sentou em um banco. Largou a mochila aos pés e tirou uma maça para comer. A cor avermelhada do sol fazia com que o lugar ficasse mais bonito. Aquele final da tarde, quente e inspirador, ficou ainda mais belo quando a menina viu um lindo cachorrinho brincando sozinho. Ele corria para lá e para cá...

A menina terminou de comer a maçã e foi para casa.




sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Devaneios da cuca!

© 2007 Vinnicius Silva da Rosa

Dedicado à Maçã: uma menina maluca.


Tudo fica bom

para quem é ruim

E o que não é bom

é perder um rim

Superando as idéias

de uma mente maluca

Não sei se é da bruxa

ou devaneios da cuca

Superando a dor

de quem não sente

Nada impede

que morra o demente

Uma sacolinha voa

levada pelo vento

não é um pássaro

nem um catavento

rolou na mesa

uma bolinha de gude

quando o mundo deitou

segurá-la não pude





domingo, 4 de novembro de 2007

O Rincão do Inferno

© 2007 Vinnicius Silva da Rosa

O sol avermelhado do final da tarde desenhou a silhueta arredondada da coxilha daquele lugar sofrido. Os meninos, moradores da pequena casinha de madeira, estavam na varanda, admirando aquele lindo final de dia. Um deles escutou o barulho de um caminhão Austin, ao longe. Ele se levantou, apontou o dedinho em direção ao barulho e disse aos amigos:

- Vejam! Quem será que está naquele caminhão?

- Deve ser o dono da estância! – respondeu outro menino.

- Não, eu acho que é o capataz trazendo a nossa comida da cidade!

O caminhão desapareceu novamente por entre as coxilhas e não apareceu mais. Os meninos entraram na casinha e foram dormir. A escuridão daquele lugar estava anunciando um novo dia. Um novo futuro? Havia apenas uma coisa certa: no dia seguinte, o sol avermelhado iluminaria a vida incerta do Rincão do Inferno.

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